
O que fazer depois de ser demitido: a primeira semana, dia a dia
O que fazer depois de ser demitido: o que perguntar na reunião, o que pedir por escrito, o plano de saúde, os prazos e o que não fazer na primeira semana.
Como fazer um currículo profissional com anos de carreira: resumo, resultado por cargo, tamanho certo, sinais de idade e o ajuste para cada vaga.

Para saber como fazer um currículo profissional quando você já tem anos de carreira, comece pela vaga que você quer hoje, não pela história que você viveu. O currículo de quem já trabalhou abre com um resumo profissional de quatro ou cinco linhas, mostra os últimos 10 a 15 anos em detalhe, traz um resultado concreto em cada cargo e cabe em duas páginas. Ele é escrito para passar pela triagem, a primeira seleção, quando a empresa decide quem segue no processo, e para o gestor da vaga entender rápido o que você entrega.
Quase todo guia sobre currículo ensina a montar o primeiro: dados pessoais, objetivo, formação, cursos. Este é para quem tem de 5 a 30 anos de estrada. Para quem foi desligada há alguns meses e quer voltar ao mesmo nível, para quem está empregada e quer sair para uma vaga melhor sem que ninguém perceba, e para quem passou dos 50 e sente que a idade é lida antes da experiência. O problema de quem tem carreira quase nunca é falta de conteúdo. É excesso: o currículo conta tudo, na ordem em que aconteceu, com as palavras do emprego anterior. A diferença está nas escolhas: o que entra, o que sai, em que ordem e com que palavras.
O seu currículo costuma passar por três leituras, e cada uma procura uma coisa diferente. Saber o que cada leitor quer evita o erro mais comum de quem tem experiência: escrever um documento só para si mesmo.
A primeira leitura é de um programa. Muitas empresas recebem as candidaturas por um ATS, o sistema de recrutamento que guarda e organiza os currículos, e várias plataformas já usam inteligência artificial para ordenar os candidatos. A Gupy, plataforma de recrutamento usada por muitas empresas no Brasil, diz que 64% das contratações feitas nela saem dos 10 primeiros candidatos sugeridos pela IA da plataforma. É um dado de divulgação da própria empresa, sem metodologia publicada, então leia como sinal, não como regra. O sinal, porém, é claro: quando um sistema põe os candidatos em ordem, quem não usa as palavras e o nome de cargo da vaga tende a ficar longe do topo da lista.
A segunda leitura é do recrutador, que confere requisitos: o nível do cargo, o setor, as ferramentas, a cidade, o idioma. Ele não tem tempo de procurar. Se o requisito obrigatório está escondido no meio da segunda página, para ele não existe.
A terceira leitura é do gestor da vaga, a pessoa que vai ser o seu chefe. Ele quer saber uma coisa: você já resolveu um problema parecido com o dele, de um tamanho parecido? Para isso ele lê os resultados, o escopo (quantas pessoas, quanto dinheiro, quantos clientes) e o tipo de empresa onde você trabalhou.
| Quem lê | O que procura | O que faz perder pontos |
|---|---|---|
| Sistema de recrutamento | O nome do cargo, as palavras do anúncio, datas e formação | Texto dentro de imagem, colunas e tabelas, cargo com o nome interno da empresa antiga |
| Recrutador | Os requisitos da vaga: nível, setor, ferramentas, cidade, idioma | Requisito obrigatório perdido na segunda página |
| Gestor da vaga | O problema que você já resolveu e de que tamanho | Lista de tarefas sem resultado e sem escopo |
Do outro lado da mesa, a inteligência artificial chegou às duas pontas. O Talent Trends 2026 da Michael Page, consultoria de recrutamento, ouviu 2.834 pessoas no Brasil: 73% dos candidatos dizem usar IA na busca por emprego, para revisar o texto e adaptar o currículo; 55% dos gestores de contratação usam IA para melhorar descrições de vaga e montar perguntas de entrevista; e 36% dos gestores dizem não ter certeza se um currículo foi criado ou editado com IA.
73%dos candidatos usam IA na busca por emprego
55%dos gestores de contratação usam IA para melhorar vagas e montar perguntas
36%dos gestores não sabem dizer se um currículo foi feito com IA
Como ler: São três perguntas diferentes do mesmo relatório, feitas a grupos diferentes (candidatos e gestores): não compare nem some os números entre si.
Fonte: Michael Page, Talent Trends 2026, relatório Brasil (2.834 entrevistados no país)
A consequência prática é simples. Se quase todo mundo pede para uma ferramenta “melhorar o currículo”, os currículos ficam parecidos: as mesmas frases, os mesmos adjetivos, a mesma estrutura. O que separa o seu dos outros é o que nenhuma ferramenta inventa: os números da sua operação, o tamanho da equipe que você coordenou, o nome do projeto que você entregou, o problema que existia antes de você chegar. Use a IA para revisar, nunca para escrever a sua carreira por você.
A ordem das seções responde a uma pergunta: o que quem lê precisa ver primeiro para continuar lendo? Para quem já trabalhou, a resposta é o cargo que você busca e o que você entregou nos últimos anos. Formação, cursos e dados pessoais vêm depois, porque já não são o que decide.
Alguns detalhes dessa ordem fazem diferença.
O título no lugar do objetivo. “Objetivo: atuar em empresa sólida onde possa crescer” não diz nada a ninguém. Um título com o nome do cargo da vaga, logo abaixo do seu nome, diz em cinco palavras para que você está se candidatando. Ele também ajuda o sistema, que compara o cargo do currículo com o cargo do anúncio.
Do mais recente para o mais antigo. O formato que o mercado espera de quem tem carreira é o cronológico inverso: o cargo atual ou o último primeiro. Existe o currículo funcional, organizado só por habilidades e sem datas, mas para quem tem anos de trabalho ele costuma levantar a suspeita de que algo está sendo escondido, e confunde o sistema, que procura cargos e períodos.
Uma empresa, vários cargos. Se você foi promovida dentro da mesma empresa, escreva a empresa uma vez e os cargos embaixo, cada um com o seu período. Promoção é um dos resultados mais fortes que existem, e fica invisível quando aparece só o último cargo.
Formação depois da experiência. Com carreira, a faculdade virou requisito, não diferencial. A exceção é a vaga que exige diploma específico ou registro em conselho profissional: aí a formação pode subir, logo depois do resumo.
Sem foto, sem documentos. Foto, número de documento, estado civil, filhos e data de nascimento não ajudam ninguém a decidir e abrem espaço para julgamento que não tem a ver com o trabalho.
O resumo profissional é o trecho mais lido do currículo, porque fica no topo e é curto. Ele tem uma função: fazer quem lê pensar “essa pessoa já fez o que a vaga pede”. Para isso, troque adjetivos por fatos.
Um resumo que funciona tem quatro partes:
O que sai: “profissional proativa, dinâmica, com perfil de liderança e focada em resultados”. Essas palavras aparecem em quase todo currículo, e por isso não informam nada. Quem lê não acredita em adjetivo, acredita em evidência. Se você é focada em resultados, o resultado aparece logo na linha seguinte.
RESUMO PROFISSIONAL
[Cargo que você busca] com [X anos] de experiência em [setor ou tipo de empresa].
Coordeno [tamanho da equipe, da carteira ou do orçamento] em [região ou unidades].
• [Resultado 1: o que mudou, de quanto para quanto, em quanto tempo]
• [Resultado 2: o que mudou, de quanto para quanto, em quanto tempo]
Experiência com [ferramenta, sistema ou método 1], [2] e [3].
Se você está empregada e procurando com discrição, tome um cuidado a mais: não exponha número confidencial da empresa atual, como faturamento ou margem. Prefira o escopo (“carteira de [X clientes]”) e a comparação (“o prazo caiu de [A] para [B] dias”) a valores que a sua empresa não divulga. Recrutador experiente valoriza quem sabe o que pode e o que não pode contar.
Uma dúvida comum: escrever na primeira pessoa ou de forma impessoal? Os dois funcionam, desde que você mantenha o mesmo jeito no currículo inteiro. Frases com verbo (“coordeno”, “reduzi”, “implantei”) costumam ser mais curtas e mais claras do que “responsável pela coordenação de”.
A parte mais fraca do currículo de quem tem carreira quase sempre é a experiência. Ela costuma repetir a descrição de cargo do RH: “responsável por”, “atuação em”, “acompanhamento de”. Isso diz o que a empresa esperava de você, não o que você fez. O gestor da vaga quer a segunda coisa.
Cada item da experiência (o bullet, aquela linha com marcador) pode seguir uma ordem simples: verbo no passado + o que você fez + o tamanho + o resultado + o prazo. Nem todo item terá as cinco partes, mas os mais fortes têm pelo menos três. Coloque de três a cinco itens por cargo recente e menos nos mais antigos. E ponha primeiro o que a vaga de hoje mais valoriza, não o que você fazia mais horas por dia.
Quem diz “eu não tenho números” quase sempre tem, mas não lembra onde estão. Procure em:
Se mesmo assim não houver número, mostre o tamanho: quantas pessoas, quantos clientes, quantas unidades, quantos projetos por ano, quem passou a usar o que você criou. “Treinei as equipes de [N lojas] no sistema novo” já é muito mais concreto do que “participação na implantação do sistema”. E nunca invente: o número do currículo vira pergunta na entrevista, e você precisa saber explicar de onde ele saiu.
Este é um exemplo inventado, para mostrar a técnica. Não é um caso real.
Imagine uma coordenadora de atendimento com 12 anos de carreira, desligada há quatro meses numa reestruturação. Ela mandou dezenas de candidaturas para vagas de coordenação e quase não foi chamada. O currículo dela tinha estes três itens no último cargo:
ANTES
• Responsável pela coordenação da equipe de atendimento.
• Acompanhamento dos indicadores de qualidade do atendimento.
• Participação no projeto de implantação do novo sistema.
Nada ali é mentira, e nada ali diferencia. Qualquer coordenadora de atendimento do país poderia assinar os três. Faltam o tamanho, o problema e o que mudou. Ela então respondeu a três perguntas para cada item: de quantas pessoas e clientes eu cuidava? O que estava ruim quando eu cheguei? O que mudou e em quanto tempo? Com as respostas, reescreveu assim:
DEPOIS
• Coordenei [X atendentes] em dois turnos, com uma carteira de [Y clientes],
e reorganizei a escala pelo horário de pico: o tempo de espera caiu de
[A] para [B] minutos em [N meses].
• Criei a reunião semanal de qualidade com os supervisores e passei a
acompanhar as reclamações por motivo: elas caíram de [C] para [D] por mês.
• Liderei a troca do sistema de atendimento em [N unidades] e treinei
[Z pessoas], sem nenhum dia de operação parada.
Repare no que mudou. O verbo saiu do “responsável por” e virou ação (“coordenei”, “criei”, “liderei”). O tamanho apareceu (atendentes, clientes, unidades), e é ele que diz ao gestor se a experiência dela cabe na vaga dele. O problema e o resultado vieram juntos (o tempo de espera, as reclamações). E o terceiro item, que antes era “participação”, virou liderança com um resultado que todo gestor de operação entende: a troca de sistema sem parar o atendimento.
Ela também mudou a ordem. A vaga que ela queria falava muito de implantação de sistema e indicadores, então o item da troca de sistema subiu para o primeiro lugar nas candidaturas para essas vagas. Os colchetes do exemplo são os lugares onde entram os números reais dela, que ela achou nas apresentações mensais e na última avaliação de desempenho.
Quem tem 20 ou 30 anos de trabalho costuma sentir que cortar o começo da carreira é apagar uma parte da própria história. Não é. O currículo não é a sua biografia: é um documento para uma vaga específica, lido em pouco tempo. Os últimos 10 a 15 anos são, quase sempre, o que mais se parece com o trabalho que você quer fazer agora, e é aí que o gestor procura evidência.
Na prática:
O mesmo vale para cursos. Aquele curso de informática de muitos anos atrás e o treinamento de um sistema que não existe mais saem. Ficam a graduação, a pós, as certificações vigentes e os cursos que o anúncio menciona.
Uma página é pouco para quem tem 15 anos de carreira e resultados para mostrar. Quatro páginas é muito para qualquer pessoa. Para quase todo mundo com experiência, o tamanho certo é duas páginas, com o mais importante na primeira.
| Tempo de carreira | Tamanho | O que muda |
|---|---|---|
| De 5 a 10 anos | Uma ou duas páginas | Todos os cargos com resultados; os mais antigos com menos itens |
| De 10 a 20 anos | Duas páginas | Últimos 10 a 15 anos em detalhe; o resto em poucas linhas |
| Mais de 20 anos | Duas páginas, nunca quatro | O começo da carreira vira uma linha de experiência anterior |
A primeira página precisa se sustentar sozinha. Se o gestor parar nela, ele já deve ter visto o título, o resumo e os resultados do seu cargo mais recente. A segunda página é para quem quis saber mais.
Para caber em duas páginas sem apertar a fonte, corte nesta ordem: tarefas que não têm resultado, cargos antigos em detalhe, cursos sem relação com a vaga e, por último, qualquer seção que repita o que já está no resumo.
Se você passou dos 50, este trecho é para você. O etarismo, o preconceito por causa da idade, existe na triagem, e a lei proíbe qualquer prática discriminatória por idade para o acesso ao emprego ou para a manutenção dele (Lei nº 9.029/1995, art. 1º). A lei não impede, porém, que um currículo de quatro páginas com datas dos anos 1980 seja lido com outro olhar antes de alguém chegar à sua experiência. O que você pode controlar é o que o documento mostra sem precisar mostrar.
Esconder a idade é uma estratégia que muita gente já tentou. Numa pesquisa da Rhopen, consultoria de recursos humanos, com a Maturi, organização dedicada a profissionais com mais de 50 anos, que ouviu 439 profissionais 50+, um em cada cinco disse já ter escondido a idade para aumentar a chance de ser contratado. O caminho que recomendamos é diferente: não mentir em nenhuma data e tirar do currículo o que não ajuda a decidir.
Os sinais mais comuns, e o que fazer com cada um:
Nada disso apaga a sua experiência. Pelo contrário: com o documento mais curto e mais atual, a experiência aparece mais, porque quem lê chega a ela antes de formar uma opinião pela data. O guia de emprego depois dos 50 mostra como passar pela triagem e o que fazer na entrevista quando a idade vira pergunta.
O erro que mais custa a quem tem carreira é mandar o mesmo arquivo para todas as vagas. O currículo genérico tenta servir para coordenação, gerência e especialista ao mesmo tempo e não convence em nenhuma. O caminho é ter um currículo-base completo, com todos os resultados que você levantou, e montar uma versão para cada vaga que vale a pena.
Escrito para o emprego anterior
Escrito para a vaga de hoje
A versão para cada vaga mexe em quatro pontos e deixa o resto igual:
Essa troca de palavras não é truque. O sistema compara textos, e o recrutador procura os requisitos com os olhos. Se a vaga pede “gestão de indicadores” e o seu currículo diz “acompanhamento de métricas”, você pode estar dizendo a mesma coisa e mesmo assim parecer que não tem o requisito. Antes de mandar, vale ver se o seu currículo tem as palavras da vaga: você envia o currículo, cola o anúncio e vê a nota dele para aquela vaga e o que falta.
O que conta, no fim, é a habilidade comprovada. No mesmo Talent Trends 2026 da Michael Page, 63% dos profissionais disseram ter mais vontade de se candidatar quando as habilidades comprovadas são o principal critério de seleção, acima do diploma ou de uma trajetória linear. Cada resultado com número e escopo é uma habilidade comprovada no papel.
Se a vaga é de outra área, o ajuste é maior. Aí entram as competências transferíveis, o que você sabe fazer e que serve em outra área ou cargo, e o currículo precisa traduzir a experiência para a língua do setor novo. O guia de transição de carreira sem recomeçar do zero mostra como fazer isso.
E se você tem pouco tempo, porque está empregada e procura à noite, escolha melhor em vez de mandar mais. Três candidaturas com versões ajustadas fazem mais sentido do que vinte com o mesmo arquivo. Para começar por onde há mais chance, veja as vagas abertas em que o seu currículo mais combina ou navegue pelas vagas abertas de pleno a gerência e separe as que pedem o que você já entregou.
Design caprichado não compensa conteúdo fraco, e às vezes atrapalha. O sistema de recrutamento lê texto. O que ele não lê, ou lê embaralhado, pode simplesmente não existir para ele.
Releia em voz alta antes de mandar. Erro de português num currículo de coordenação ou de gerência pesa mais do que num currículo de quem está começando, porque comunicação escrita faz parte do cargo.
O currículo não é lido sozinho. Na pesquisa New Year, New Job do Canva, plataforma de design, feita pelo instituto de pesquisa Sago com 4.200 gerentes de contratação e 6.000 candidatos em dez países, entre eles o Brasil, 83% dos gerentes de contratação brasileiros disseram verificar o perfil do candidato no LinkedIn. Se o currículo diz “Coordenadora de Atendimento” e o LinkedIn diz “Analista”, ou as datas não batem, a dúvida aparece antes da entrevista.
83%dos gerentes de contratação no Brasil verificam o perfil do candidato no LinkedIn
Como ler: A pesquisa foi feita em dez países; este número é só o dos gerentes de contratação do Brasil.
Fonte: Canva, pesquisa New Year, New Job (Sago, dez países), citada por Grandes Nomes da Propaganda
Três pontos para alinhar os dois:
Se você procura com discrição, atualize o perfil aos poucos, um bloco por semana, em vez de mudar tudo num dia só. E para saber o que ajustar primeiro, dá para ver o que a vaga pede e onde isso aparece no seu LinkedIn: você envia o PDF do perfil e vê o que a vaga pede e onde isso aparece no título, no Sobre e nas experiências. Os outros textos sobre os dois documentos ficam no tema currículo e LinkedIn para quem já tem carreira.
Quando o currículo começa a gerar chamadas, a etapa seguinte muda de natureza. Cada resultado que você escreveu vira uma pergunta do gestor (“como você reduziu esse tempo de espera?”), e vale chegar com as histórias prontas. O guia de perguntas difíceis na entrevista de emprego mostra como responder por que você saiu, como explicar um período parado e o que dizer quando perguntam a sua pretensão.
Não precisa reescrever tudo hoje. Faça nesta ordem:
Depois de mandar as primeiras versões ajustadas, observe as respostas por algumas semanas. Se as chamadas não vêm, o ajuste ainda está no currículo. Se vêm e o processo para depois, o trabalho passou para a entrevista.
Duas páginas bastam para quase todo mundo, mesmo com 20 ou 30 anos de trabalho. Os últimos 10 a 15 anos entram em detalhe, com resultados em cada cargo, e o que veio antes cabe em uma ou duas linhas de experiência anterior. Currículo de quatro páginas não mostra mais experiência: esconde o que importa e ainda chama atenção para a idade.
Não. Mostre em detalhe os cargos dos últimos 10 a 15 anos e os que têm relação direta com a vaga. Empregos mais antigos podem ficar numa linha só, com empresa e cargo, sem a lista de tarefas. Isso não é esconder nada: é escolher o que ajuda quem lê a decidir. Na entrevista, você conta o resto da história se perguntarem.
Quatro ou cinco linhas com o cargo que você busca, o tempo de carreira e o setor, o tamanho do que você coordenou ou cuidou (equipe, carteira, orçamento, região) e dois resultados concretos. Feche com as ferramentas ou métodos que a vaga pede. Corte adjetivos como proativa, dinâmica e focada em resultados: eles aparecem em quase todo currículo e não provam nada.
Data de nascimento não precisa estar no currículo, e o ano de formatura da graduação pode sair sem prejuízo. Numa pesquisa da Rhopen, consultoria, com a Maturi, organização dedicada a profissionais 50+, um em cada cinco profissionais com mais de 50 anos disse já ter escondido a idade. Omitir uma data é diferente de mentir: nunca altere datas de cargos nem de diplomas.
Procure primeiro: avaliações de desempenho, metas do ano, relatórios de fechamento e apresentações costumam guardar números esquecidos. Se não houver, mostre o tamanho do que você fez (quantas pessoas, clientes, unidades ou projetos), a comparação de antes e depois, o prazo ou quem passou a usar o que você criou. Escopo concreto também é resultado.
Vale para revisar texto, achar repetição e comparar o currículo com a vaga, mas não para escrever a sua carreira. No Talent Trends 2026 da Michael Page, consultoria de recrutamento, 73% dos candidatos disseram usar IA na busca por emprego. Se todos usam, o texto genérico fica igual ao dos outros. O que diferencia são os números, o escopo e os nomes que só você tem.
Precisa de um currículo-base completo e de uma versão ajustada para cada vaga que vale a pena. O ajuste mexe em quatro pontos: o título do cargo, o resumo, a ordem dos resultados em cada experiência e as palavras do anúncio que são verdade na sua carreira. Com o currículo-base pronto, a versão de cada vaga sai em menos de meia hora.
Por Equipe Meu Próximo Sim. Quem escreve o blog do Meu Próximo Sim: artigos para quem já trabalhou e está procurando a próxima vaga, com fonte aberta em cada número.

O que fazer depois de ser demitido: o que perguntar na reunião, o que pedir por escrito, o plano de saúde, os prazos e o que não fazer na primeira semana.

Como se recolocar no mercado de trabalho: prazos da primeira semana, alvo de cargo e salário, currículo para a vaga e a conta de onde a busca para.

Direitos na demissão sem justa causa: verbas, aviso prévio, multa e saque do FGTS, seguro-desemprego, os prazos de cada um e o que conferir no termo.